Luiz Couto e Alexandre Lindenmeyer propõem monitorar dívidas e fraudes contra idosos

Parlamentares pedem que dados sobre endividamento e fraudes financeiras sejam incluídos em painel oficial do Ministério dos Direitos Humanos

Nesta terça-feira (16), o deputado Luiz Couto (PT/PB) e o deputado Alexandre Lindenmeyer apresentaram uma proposta importante em defesa das pessoas idosas. Eles pediram ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania que o painel de informações sobre idosos passe a mostrar também dados sobre endividamento e fraudes financeiras.

O pedido foi feito por meio da Indicação nº 2274/2025, entregue oficialmente ao ministério.

Segundo os deputados, cada vez mais idosos estão sofrendo com dívidas e sendo vítimas de golpes financeiros. “Essa também é uma forma de violência”, afirma Luiz Couto. “É preciso que o Estado reconheça isso e tome providências”.

De acordo com dados do próprio Ministério dos Direitos Humanos, no ano de 2024 foram registradas mais de 90 mil denúncias de violência contra idosos. Desse total, quase 25 mil foram casos de violência patrimonial ou financeira, como quando alguém se aproveita do idoso para ficar com o seu dinheiro ou bens.

Apesar disso, o painel de dados atual, chamado Observa DH, não mostra quantos idosos estão endividados ou quantos caíram em golpes específicos, como fraudes bancárias, ligações falsas ou uso indevido do nome para fazer empréstimos.

“Essas situações muitas vezes acontecem dentro da própria família ou por meio de contatos na internet e telefone”, explica Luiz Couto. “Sem dados claros, é difícil agir com rapidez”.

Veja o que pede a proposta

O documento apresentado pelos parlamentares sugere que o governo passe a incluir no painel oficial:

Número de idosos endividados

Tipos de dívidas mais comuns (como empréstimos consignados, cartão de crédito, etc.)

Casos de fraudes financeiras, como golpes por telefone ou internet

Perfil dos idosos afetados (faixa etária, renda, local onde vivem)

Com esses dados, será possível criar políticas públicas melhores, de prevenção, educação financeira e proteção legal.

Um dever da sociedade

A Constituição diz que família, sociedade e Estado devem proteger os idosos. Para Luiz Couto, conhecer a realidade é o primeiro passo para garantir os direitos dessa população.

“É preciso cuidar de quem tanto já fez por nós. Não podemos aceitar que idosos passem vergonha por estarem endividados ou caiam em golpes por falta de apoio e informação”, completou.

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