Luiz Couto elogia Operação Asfixia e alerta para avanço do crime organizado na Paraíba

O deputado federal Luiz Couto (PT/PB) elogiou, nesta terça-feira (30), a realização da Operação Asfixia, uma ação integrada de combate ao crime organizado, e fez um alerta sobre o avanço das facções criminosas em municípios da Paraíba e em outras regiões do país. A operação foi realizada por uma força-tarefa composta pelo Ministério Público da Paraíba, Gaeco, Polícia Civil, Polícia Federal, Grupo de Operações Especiais (GOE) e com apoio das forças de segurança do Rio de Janeiro. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual, especialmente no núcleo financeiro da facção. “Quero parabenizar o Ministério Público, a Polícia Civil, a Polícia Federal, o GOE e também as forças de segurança do Rio de Janeiro pela Operação Asfixia. Esta ação mostra que, quando o poder público atua de forma articulada, é possível dar respostas firmes ao crime organizado. Precisamos barrar essas ações enquanto ainda há tempo”, declarou Luiz Couto. A operação ocorreu em Cabedelo (PB), onde, segundo o promotor Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco, afirma que a cidade “está tomada pelo tráfico”, com forte influência de facções que atuam dentro e fora das instituições públicas. O deputado Luiz Couto alertou que o problema é grave, não é isolado e que vários municípios paraibanos vivem situação semelhante, com presença do crime organizado dentro das administrações públicas, influenciando decisões, ameaçando lideranças e desviando recursos públicos. “O crime organizado não se limita ao tráfico de drogas. Ele se infiltra nas estruturas de poder, faz alianças com setores políticos e controla territórios. Isso já está acontecendo na Paraíba e em várias regiões do Brasil. Precisamos agir com urgência e responsabilidade”, disse o parlamentar. “O nosso mandato tem atuado com denúncias e fiscalização” Luiz Couto afirmou que tem encaminhado denúncias formais ao Ministério Público, alertando sobre esse cenário grave de associação entre facções criminosas e gestões municipais, especialmente onde há indícios de corrupção e uso da máquina pública para proteção de interesses criminosos. “Já fizemos denúncias e vamos continuar fiscalizando. Não podemos permitir que o crime organizado tome conta das instituições. Quando isso acontece, o povo é quem mais sofre. E o Estado precisa agir com inteligência, legalidade e firmeza”, afirmou. Conhecido por sua luta histórica em defesa dos direitos humanos e da segurança pública com justiça social, Luiz Couto reafirmou que seu mandato está à disposição para fortalecer iniciativas de combate ao crime organizado, tanto na Paraíba quanto no Brasil. “O que está em jogo é o futuro das nossas cidades. O avanço das facções ameaça a democracia, os direitos e a paz da população. Vamos continuar atuando com coragem, cobrando ações efetivas e defendendo políticas públicas que enfrentem as causas da violência de forma estrutural”, concluiu.

Relatório revela falhas na transparência de obras públicas e emendas parlamentares na Paraíba

Levantamento da Transparência Internacional destaca ausência de dados sobre execução de obras e uso de emendas parlamentares no estado Um novo relatório divulgado pela Transparência Internacional, Brasil, nesta terça-feira (30), revelou falhas preocupantes na transparência do governo da Paraíba, especialmente no que diz respeito às obras públicas e ao uso das emendas parlamentares. As informações foram publicadas pelo portal Conversa Política, do Jornal da Paraíba. Segundo o Índice de Transparência e Governança Pública, a Paraíba recebeu uma nota de 64,0 pontos, sendo classificada como “bom”, ocupando o 18º lugar no ranking nacional e o 4º no Nordeste. No entanto, o estado apresentou desempenho muito abaixo do ideal em áreas fundamentais para o controle social, como a gestão de obras públicas e a destinação de emendas, temas sensíveis e frequentemente associados a riscos de corrupção. A avaliação considerou 106 critérios, com pontuações de 0 a 100, dividindo os estados em faixas de desempenho (ótimo, bom, regular, ruim e péssimo). A média nacional foi de 69,8 pontos. Falta de transparência acende alerta O relatório aponta que apenas três estados brasileiros (Acre, Distrito Federal e Minas Gerais) divulgam de forma completa as informações relacionadas às emendas parlamentares estaduais. No caso das obras públicas, somente Ceará e Goiás possuem plataformas que mostram de forma clara e acessível dados sobre a execução física e financeira. Para o deputado federal Luiz Couto (PT-PB), a falta de informações claras sobre essas áreas é grave: “É inaceitável que a população paraibana continue sem saber como e onde são aplicados os recursos públicos. Além disso, temos denunciado reiteradamente a omissão do nome do governo federal em obras financiadas com recursos da União na Paraíba. A transparência é um dever do Estado, não uma opção”, afirmou o parlamentar. Luiz Couto também ressalta que o apagamento da participação federal em obras locais contribui para a desinformação da população e enfraquece a prestação de contas, especialmente em tempos em que se amplia o volume de recursos destinados por meio de emendas parlamentares. Avaliação crítica e necessidade de melhorias Nos critérios analisados, a Paraíba teve desempenho relativamente positivo em Transformação Digital e Comunicação (80,77) e em Plataformas (78,26). No entanto, os indicadores de Governança Administrativa e Dados registraram apenas 50 pontos cada, refletindo a deficiência de informações estruturais sobre a gestão pública. Segundo Renato Morgado, gerente de programas da Transparência Internacional, Brasil, a ausência de dados é ainda mais preocupante diante do aumento dos recursos vinculados às emendas e das tentativas de dificultar investigações no Congresso: “Garantir transparência nessas áreas é urgente para fortalecer o controle social e proteger o interesse público”, disse ele após tomar conhecimento do relatório descrito na matéria. A Transparência Internacional informou que os governos estaduais puderam revisar os dados antes da publicação do relatório. Durante esse processo, cerca de 500 melhorias foram implementadas nos portais e canais oficiais, o que demonstra que, com vontade política, é possível avançar rapidamente em práticas de boa governança. Para Luiz Couto, o relatório traz informações de compromisso público e serve como alerta e instrumento de cobrança da sociedade civil: “A transparência é uma ferramenta essencial para combater a corrupção e garantir o uso correto dos recursos públicos. Continuaremos cobrando do governo da Paraíba mais clareza e especialmente em relação às obras custeadas com recursos federais”, concluiu o deputado. (Mapa) – Foto divulgação Transparência Internacional Ascom, com Fonte: Transparência Internacional – Brasil / Jornal da Paraíba (Conversa Política – publicado em 30/09/2025)