Luiz Couto critica tentativa de anistia a Bolsonaro e denuncia articulação golpista revelada pela PF

O deputado Luiz Couto (PT/PB) subiu à tribuna da Câmara nesta terça-feira, 16 de setembro, para fazer um pronunciamento firme contra as tentativas de conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso, o parlamentar destacou que a democracia brasileira não pode tolerar o perdão a quem tentou subverter a vontade popular e atentar contra as instituições democráticas. Luiz Couto citou a reportagem da revista Piauí, intitulada “O golpista: As 533 digitais de Bolsonaro na articulação para virar a mesa”, baseada em trechos do relatório da Polícia Federal. De acordo com o deputado, o material revela provas diretas da participação de Jair Bolsonaro em reuniões para discutir a ruptura institucional, com sugestões de prisões de autoridades, interferências em minutas golpistas e o incentivo à mobilização de civis e militares para contestar o resultado legítimo das eleições de 2022. Segundo ele, o nome de Bolsonaro aparece 533 vezes nos documentos analisados, e a Polícia Federal conclui que a tentativa de golpe só não se concretizou por circunstâncias alheias à vontade do ex-presidente. Para Luiz Couto, isso evidencia uma ação deliberada e planejada contra o Estado Democrático de Direito. O parlamentar também comentou os dados mais recentes do instituto Datafolha, divulgados nos dias 8 e 9 de setembro de 2025, que mostram que a maioria da população brasileira é contrária à anistia. De acordo com a pesquisa, 54% dos brasileiros rejeitam o perdão a Bolsonaro, e 61% são contra qualquer anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Luiz Couto afirmou que esses números evidenciam que a sociedade brasileira não aceita apagar os crimes cometidos contra a democracia. O deputado lembrou que, desde 2022, tramitam no Congresso propostas que tentam anistiar os atos ocorridos entre 30 de outubro daquele ano e datas subsequentes. Em sua avaliação, essas proposições tentam reclassificar o que foi um ataque ao Estado como “excesso de manifestação”. Ele foi enfático ao afirmar que não se tratou de manifestação, mas sim de crime contra a ordem constitucional. Segundo Luiz Couto, não cabe ao Parlamento passar uma borracha nos crimes cometidos no topo do poder. Anistiar líderes e mandantes seria premiar o golpismo e criar um salvo-conduto para novas aventuras autoritárias. Para ele, o caminho responsável é investigar, julgar, reparar e fortalecer as instituições, inclusive com a aprovação de leis e mecanismos que evitem a instrumentalização das Forças Armadas e a corrosão do processo eleitoral. Ele finalizou o discurso afirmando seu compromisso com a democracia e com os princípios constitucionais. “A redemocratização do Brasil foi conquista do povo, e sob sua guarda asseguraremos que o poder jamais retornará às mãos dos que tramam contra o voto livre, o respeito às instituições e o futuro da nossa nação”, declarou.
Luiz Couto e Alexandre Lindenmeyer propõem monitorar dívidas e fraudes contra idosos

Parlamentares pedem que dados sobre endividamento e fraudes financeiras sejam incluídos em painel oficial do Ministério dos Direitos Humanos Nesta terça-feira (16), o deputado Luiz Couto (PT/PB) e o deputado Alexandre Lindenmeyer apresentaram uma proposta importante em defesa das pessoas idosas. Eles pediram ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania que o painel de informações sobre idosos passe a mostrar também dados sobre endividamento e fraudes financeiras. O pedido foi feito por meio da Indicação nº 2274/2025, entregue oficialmente ao ministério. Segundo os deputados, cada vez mais idosos estão sofrendo com dívidas e sendo vítimas de golpes financeiros. “Essa também é uma forma de violência”, afirma Luiz Couto. “É preciso que o Estado reconheça isso e tome providências”. De acordo com dados do próprio Ministério dos Direitos Humanos, no ano de 2024 foram registradas mais de 90 mil denúncias de violência contra idosos. Desse total, quase 25 mil foram casos de violência patrimonial ou financeira, como quando alguém se aproveita do idoso para ficar com o seu dinheiro ou bens. Apesar disso, o painel de dados atual, chamado Observa DH, não mostra quantos idosos estão endividados ou quantos caíram em golpes específicos, como fraudes bancárias, ligações falsas ou uso indevido do nome para fazer empréstimos. “Essas situações muitas vezes acontecem dentro da própria família ou por meio de contatos na internet e telefone”, explica Luiz Couto. “Sem dados claros, é difícil agir com rapidez”. Veja o que pede a proposta O documento apresentado pelos parlamentares sugere que o governo passe a incluir no painel oficial: Número de idosos endividados Tipos de dívidas mais comuns (como empréstimos consignados, cartão de crédito, etc.) Casos de fraudes financeiras, como golpes por telefone ou internet Perfil dos idosos afetados (faixa etária, renda, local onde vivem) Com esses dados, será possível criar políticas públicas melhores, de prevenção, educação financeira e proteção legal. Um dever da sociedade A Constituição diz que família, sociedade e Estado devem proteger os idosos. Para Luiz Couto, conhecer a realidade é o primeiro passo para garantir os direitos dessa população. “É preciso cuidar de quem tanto já fez por nós. Não podemos aceitar que idosos passem vergonha por estarem endividados ou caiam em golpes por falta de apoio e informação”, completou.